RE2SCUE – Reabilitação respiratória na COVID-19
  • Melhorando sintomas da COVID longa com exercícios físicos

    Publicado em 26/03/2025 às 09:04

    O artigo “Reabilitação melhora sintomas persistentes da COVID-19” mostra os resultados finais de um projeto financiado pelos editais MCTIC/CNPq/FNDCT/MS/SCTIE/Decit Nº 07/2020 e pela FAPESC Nº 005/2020. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina liderados pelo Prof. Dr. Aderbal Aguiar do Departamento de Fisioterapia/CTS realizaram um estudo para entender como exercícios físicos presenciais podem ajudar pessoas que tiveram COVID-19 e continuam sofrendo com sintomas prolongados, também conhecidos como COVID longa.

    Durante oito semanas, um grupo fez exercícios físicos aeróbicos e musculação com acompanhamento de profissionais, enquanto outro grupo recebeu apenas orientações básicas sobre saúde por vídeo ou mensagem. Os pesquisadores avaliaram principalmente o cansaço extremo (fadiga), a falta de ar e a capacidade de realizar atividades físicas. Além disso, também analisaram como os participantes estavam emocionalmente e mentalmente, verificando ansiedade, depressão, atenção e memória.

    Os resultados mostraram que todos os participantes tiveram melhora no cansaço e conseguiram realizar mais atividades físicas. Porém, apenas quem participou dos exercícios presenciais teve redução significativa na falta de ar, menos ansiedade e melhorou a atenção e a memória. Isso indica que, embora o cansaço possa melhorar sozinho com o tempo, problemas como falta de ar e dificuldades cognitivas precisam de exercícios físicos estruturados e supervisionados.

    Esses resultados destacam a importância dos programas de reabilitação física após a COVID-19, ajudando na recuperação mais rápida e melhorando a qualidade de vida das pessoas que enfrentam as consequências da doença. O financiamento recebido permitiu que esta pesquisa trouxesse informações valiosas para ajudar a enfrentar os desafios deixados pela pandemia no Brasil.

    Campos MC, Nery T, Speck AE, Arpini M, Moraes Antunes M, de Bem Alves AC, de Souza Santos N, Pereira Matos MP, Schmidt Junior N, Roehe Bicca L, Mascarelo Panisson C, Alves Freitas M, Diefenthaeler F, Uliam Kuriki H, Damin V, Oliveira da Rosa R, Bueno Gress J, Jayce Ceola Schneider I, Soares Rocha Vieira D, Arcêncio L, Aguiar AS Jr. Rehabilitation Improves Persistent Symptoms of COVID-19: A Nonrandomized, Controlled, Open Study in Brazil. Am J Phys Med Rehabil. 2024 Mar 1;103(3):194-202. doi: 10.1097/PHM.0000000000002350


  • Fadiga após a COVID-19: o que aprendemos até agora?

    Publicado em 26/03/2025 às 08:57

    O artigo “Fadiga pós-viral na COVID-19“, publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina sob coordenação do Prof. Dr. Aderbal Aguiar do Departamento de Fisioterapia/CTS, analisa um dos efeitos mais comuns e duradouros da COVID-19: a fadiga pós-viral, popularmente conhecida como “COVID longa”. Após o fim da fase aguda da doença, aproximadamente 80% das pessoas continuam relatando um cansaço intenso e persistente, mesmo aquelas que tiveram sintomas leves ou não sentiram nada durante a infecção inicial.

    Essa fadiga se manifesta não só como um cansaço físico constante, mas também como dificuldade em realizar atividades mentais simples, afetando memória, atenção e concentração. Os autores destacam que, diferente do cansaço normal, essa sensação de exaustão ocorre mesmo sem esforço e pode prejudicar significativamente o cotidiano e o retorno ao trabalho.

    O artigo apresenta ferramentas para avaliar essa fadiga, como questionários específicos, testes físicos (por exemplo, testes de caminhada) e avaliações cognitivas que ajudam a identificar e medir com mais clareza o impacto da fadiga na vida das pessoas.

    Os pesquisadores também discutem as causas da fadiga pós-COVID, sugerindo que uma inflamação prolongada no cérebro e no corpo, danos ao sistema nervoso e fatores psicológicos como ansiedade e depressão são responsáveis por esse quadro. O estudo ainda destaca que mulheres têm maior tendência a desenvolver essa condição prolongada.

    Ao chamar atenção para esse problema, o artigo reforça a importância de acompanhar pacientes pós-COVID para melhorar a recuperação e a qualidade de vida das pessoas afetadas por essa nova realidade, incentivando um olhar cuidadoso sobre as sequelas da pandemia.

    Campos MC, Nery T, Starke AC, de Bem Alves AC, Speck AE, S Aguiar A. Post-viral fatigue in COVID-19: A review of symptom assessment methods, mental, cognitive, and physical impairment. Neurosci Biobehav Rev. 2022 Nov;142:104902. doi: 10.1016/j.neubiorev.2022.104902


  • Resultados finais disponíveis

    Publicado em 17/10/2022 às 11:44

    Acesse https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.09.06.21262986v1


  • Publicado em 14/07/2021 às 18:17


  • CER AMESC faz análise com Vigilâncias Epidemiológicas

    Publicado em 21/07/2020 às 19:32

    Os professores da UFSC, Ione Schneider (equipe RE2SCUE) e Roger Flores Ceccon,  realizam de forma voluntária o trabalho de levantamento de dados chamado “Investiga-Covid”, que é uma ação de vigilância epidemiológica, análise e diagnóstico situacional que produz subsídio para a tomada de decisão dos gestores no âmbito do SUS na região da AMESC.

    Matéria completa no link https://www.amesc.com.br/noticias/index/ver/codMapaItem/42450/codNoticia/627270


  • Reportagem TV Barriga Verde

    Publicado em 20/07/2020 às 11:57

  • Matéria no NDMais

    Publicado em 14/07/2020 às 13:58

    https://ndmais.com.br/educacao/cnpq-aprova-estudo-da-ufsc-unesc-e-unisul-sobre-impacto-do-coronavirus/


  • Seis projetos catarinenses aprovados em edital nacional para pesquisas sobre Covid-19

    Publicado em 09/07/2020 às 10:51

    http://www.fapesc.sc.gov.br/seis-projetos-catarinenses-aprovados-em-edital-nacional-para-pesquisas-sobre-covid-19/


  • Projetos de pesquisadores da UFSC são aprovados em chamada para enfrentamento da Covid-19

    Publicado em 08/07/2020 às 14:29

    Três projetos vinculados diretamente à Universidade Federal de Santa Catarina foram aprovados na chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) ‘Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves’, cujo resultado final foi divulgado na tarde desta terça-feira, 7 de julho. Outro projeto, da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), tem parceria com a UFSC.

    A proposta “Desenvolvimento de uma vacina contra Covid-19 baseada em BCG recombinante determinantes antigênicos das proteínas S e N de SARS-CoV-2”, de André Báfica (Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia/UFSC), foi qualificada na categoria “Vacinas: desenvolvimento de vacinas preventivas e/ou terapêuticas”.

    Os projetos “RE2SCUE: REabilitação Respiratória em Sobreviventes de Covid-19: um estudo clínico randomizado”, de Aderbal Silva Aguiar Junior (Departamento de Ciências da Saúde do Centro Araranguá/UFSC), e “Avaliação do cuidado de enfermagem a pacientes com Covid-19 em hospitais universitários brasileiros”, de Alacoque Lorenzini Erdmann (Departamento de Enfermagem), foram aprovados na categoria “Atenção à Saúde”.

    Já o “Estudo prospectivo e multicêntrico dos fatores preditivos de mortalidade hospitalar e carga de doença da Síndrome Respiratória Aguda Grave”, de Felipe Dal Pizzol foi aprovado no eixo “Avaliação da carga de doença”. Dal Pizzol é professor licenciado da UFSC, atualmente leciona na Unesc e tem parcerias firmadas com os departamentos de Clínica Médica (Roger Walz, Mariangela Pimentel Pincelli e Israel Maia), de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (Carlos Rodrigo Zárate-Bladés) e de Saúde Pública (Emil Kupek) da UFSC, além da UTI do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. Outros hospitais de Santa Catarina e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também são parceiros do estudo.

    De 2.219 propostas foram escolhidas 90 pesquisas nas áreas de tratamento, vacinas, diagnósticos, patogênese e história natural da doença, carga da doença, atenção à saúde e prevenção e controle.

    Lançada em abril, a chamada prevê o investimento de R$ 50 milhões: R$ 30 milhões são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 20 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).

    O edital também conta com 50 instituições de ensino e pesquisa aprovadas. Das 90 propostas que serão apoiadas, a maior parte está no eixo de prevenção e controle da Covid-19, com 38 propostas, seguida pela Atenção à Saúde (17) e Patogênese e História da Doença (10). As cinco Regiões do país foram contempladas com projetos e 20 unidades da Federação possuem pelo menos um projeto apoiado.


  • CNPq, MCTI e Saúde divulgam resultado final de apoio a pesquisas em Covid-19

    Publicado em 08/07/2020 às 09:49

    O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o Ministério da Saúde divulgaram nesta terça-feira, 7, o resultado final da chamada de apoio a pesquisas em COVID-19. Ao todo, foram 90 projetos de pesquisas classificados dentro dos limites orçamentários, totalizando cerca de R$ 45 milhões. São R$ 25,5 milhões do MCTI (21 propostas) e R$ 19,9 milhões do Ministério da Saúde (69 propostas).

    A Chamada MCTIC/CNPq/FNDCT/MS/SCTIE/Decit Nº 07/2020 – Pesquisas para enfrentamento da COVID-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves, lançada em abril deste ano, previa a seleção de propostas em temas como tratamento, vacinas, diagnósticos, patogênese e história natural da doença, carga da doença, atenção à saúde e prevenção e controle. O CNPq recebeu 2.219 propostas de todas as unidades da Federação.

    O processo de julgamento das propostas envolveu quatro etapas, detalhadas na Chamada, e coordenadas pelo CNPq: análise do cumprimento dos critérios de elegibilidade; avaliação individual de cada projeto, realizada por cerca de 1000 consultores ad hoc; avaliação contextualizada dos projetos, considerando, por exemplo, a adequação às linhas da chamada e seus objetivos propostos; Relevância sócio-sanitária, envolvendo os projetos que tiveram nota acima de 6 pelo Comitê de Mérito. Além disso, após a divulgação do resultado preliminar, foram julgados 400 recursos recebidos. O resultado final manteve a lista preliminarmente divulgada.

    Conheça alguns números das propostas aprovadas:

    Propostas por Região

    • Norte: 4
    • Nordeste: 16
    • Centro-Oeste: 11
    • Sudeste: 48
    • Sul: 11

    Número de propostas por linha prevista na chamada

    • Tratamento – 3
    • Vacinas – 8
    • Diagnóstico – 7
    • Patogênese e História natural da doença – 10
    • Carga da doença – 7
    • Atenção à saúde – 17
    • Prevenção e controle – 38

    Propostas por gênero (proponente)

    • Mulheres – 51
    • Homens – 39

    Resultado no link https://bit.ly/2VXKgRY